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Cosmetic Innovation - Know More. Create More.RadarNova masculinidade para o mercado de bens de consumo

Nova masculinidade para o mercado de bens de consumo

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A pesquisa, feita pelo Instituto Ideia, revela que 90% dos homens não teriam qualquer problema em circular com uma peça cor de rosa.

E mais: 63% dos adultos brasileiros do sexo masculino já se valem de produtos para cuidar da pele no dia a dia (e outros 32% poderiam usá-los) e 37% aceitam a ideia de incorporar maquiagem ao seu visual. O percentual de possíveis adeptos de base, pó compacto e afins cresce para 42% na faixa entre 25 e 34 anos.

Foram entrevistados 663 homens brasileiros com mais de 18 anos entre os dias 11 e 15 de abril deste ano, com a proporcionalidade regional, social e etária projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, considerando a PNAD 2021). A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

No estudo, fica claro o potencial da chamada “nova masculinidade” para o mercado de bens de consumo.

Se os esmaltes, por exemplo, sempre estiveram mais associados ao repertório visual feminino, 30% do público masculino já incorporou ou está aberto a adotar unhas coloridas, a exemplo de nomes como o ator José Loreto, um dos peões da novela “Pantanal”, e o surfista potiguar Italo Ferreira, medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio. Trata-se de um percentual ainda distante dos homens que usam ou usariam brinco (47%), mas bem maior do que a fatia dos que topariam sair na rua de saia (12%), como já fizeram o surfista de ondas grandes Pedro Scooby ou o cantor Fiuk.

A mesma pesquisa mostra que, apesar dessa abertura, o homem brasileiro ainda tem preocupações ao abrir o guarda-roupa. Mais da metade (51%) diz que, ao se vestir, evita parecer homossexual. A resposta é quase a mesma entre os bissexuais (50%) e expressiva mesmo entre homossexuais (23%).

O machismo está presente em boa parte das respostas sobre questões comportamentais e, em vários pontos, ele é ligeiramente maior entre os mais jovens.

Apenas 34% dos homens brasileiros dizem apoiar o feminismo. Entre os jovens de 18 a 24 anos, são 28%.

O desejo de ter uma arma de fogo é algo também mais caro aos jovens: algo considerado “muito importante” por 24% dos homens em geral, mas com seu auge nos grupos de 18 a 24 anos (27%) e 25 a 34 anos (30%).

Ao menos a maior parte dos homens afirma se mostrar presente nas responsabilidades domésticas: 62% dizem que costumam limpar a própria casa e 43% cozinham a própria comida.

“É fundamental entender mais profundamente os valores dos sentimentos masculinos para que possamos construir pontes, em diferentes áreas, para uma sociedade mais justa e igualitária”, diz o economista Mauricio Moura, principal executivo do Instituto Ideia.

 

 

 

 

Daniel Bergamasco é editor da “GQ Brasil”
Fonte: Valor 11.05.2022

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