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Cosmetic Innovation - Know More. Create More.RadarPerfumaria mostra ‘sinais robustos de recuperação’, diz UBS

Perfumaria mostra ‘sinais robustos de recuperação’, diz UBS

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Relatório foi produzido após reuniões com companhias como Avon, Natura&Co, Hinode, Granado Phebo, consultorias e empresas de embalagens

Para o UBS, a indústria de perfumaria brasileira apresenta “sinais robustos de recuperação” após o impacto sentido nos meses de abril e maio com o novo coronavírus. Entre os principais fatores que indicam recuperação, segundo o banco, estão a digitalização durante o auge da Covid-19 e a perspectiva de “fortes vendas” no final de 2020. O relatório foi produzido após reuniões com companhias como Natura&Co, Hinode, Granado Phebo, consultorias e empresas de embalagens, além do ex-CEO da Avon Brasil, José Vicente Marino.

Os analistas Gustavo Piras, Gabriela Katayama e Rodrigo Alcantara afirmam que o impacto do novo coronavírus no setor foi menor do esperado, sendo que Natura&Co e Hinode registraram aumento de vendas com a digitalização. Essa também foi a tendência da Granado, cujo e-commerce cresceu de R$ 200 mil mensais no período pré-pandemia para R$ 2 milhões em abril deste ano.

Com a pandemia, os consumidores optaram por comprar de forma on-line produtos de marcas já conhecidas, o que influencia na fidelização do mercado. Além disso, os catálogos digitais deram mais destaque aos produtos mais famosos do que os catálogos físicos. “No curto prazo, o digital é fundamental para a forma como as empresas estão comercializando seus produtos. A mídia social é vista como uma forte oportunidade de se comunicar com os clientes e converter vendas”, afirmam os analistas.

Os segmentos de higiene e hidratação apresentaram desempenho superior, mas as fragrâncias “parecem se recuperar em ritmo acelerado”. Também estão entre as principais tendências do segmento os critérios ESG (Ambiental, Social e de Governança) e o compromisso com produtos naturais.

No caso da Natura, a integração com a Avon propiciou um bom impulso de vendas após o segundo trimestre deste ano, com sinergia de custos sendo capturadas, especialmente na cadeia de suprimentos. Outro ponto relevante na fusão é o reposicionamento de marca preparado pela Avon Internacional, começando pelo Reino Unido. O país europeu também é laboratório de um novo modelo de remuneração para consultores, mais padronizado e baseado na Natura brasileira.

Já para suprir a menor digitalização da Avon ante a Natura, a Natura&Co prevê investimentos de R$ 400 milhões em tecnologia da informação. A Natura destaca como exemplo de sucesso as campanhas de Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dias dos Pais, com foco maior em mídias digitais ante propagandas televisivas. Por outro lado, com o fim da vigência da Medida Provisória 936/2020, que permitiu suspensão de contratos e redução de jornadas, a rentabilidade do grupo deve ser pressionada.

Já para a Granado, um destaque no primeiro semestre deste ano foi sua presença em supermercados e drogarias, que representam 75% das vendas da marca. O aspecto atenuou o fechamento de 80 mil lojas físicas e, para o terceiro trimestre deste ano, as expectativas são positivas. Um dos desafios da empresa foi o fornecimento de suprimentos da China e a desvalorização do real ante o dólar, que impactou no custo das matérias primas. As vendas no mercado internacional seguem baixas, considerando o turismo desaquecido na França.

A Hinode, por outro lado, se destacou com seu modelo de comissão para consultores e, entre abril de agosto, 82 mil novos consultores se filiaram à companhia. Hoje, a empresa conta com mais de 400 franqueados no Brasil e venda direta em outros cinco países da América Latina, como Bolívia e México. O UBS destaca que em abril as vendas da Hinode caíram 10% em relação ao mesmo período de 2019, ante expectativas de 70% de recuo. A empresa afirma que, neste ano, deve reportar entre R$ 1,8 bilhão a R$ 1,9 bilhão em vendas, o que representa alta de 26% em comparação a 2019.

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Investe – 14/09

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