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Cosmetic InnovationEmpresas & NegóciosUnidade da Gillette sustenta recuperação de vendas da P&G

Unidade da Gillette sustenta recuperação de vendas da P&G

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A unidade de produtos de barbear da Procter & Gamble (P&G), há muito assolada por problemas, teve crescimento nas vendas trimestrais e contribuiu para fortalecer a recuperação da fabricante da Gillette, apesar da tendência dos homens de se barbear com menos frequência.

Nos últimos anos, as lâminas de barbear ficaram entre os produtos de pior desempenho na carteira de marcas da fabricante de bens de consumo, também dona dos xampus Head & Shoulders e do sabão para lavar roupas Ariel.

Além de mais homens terem passado a deixar a barba crescer, a concorrência de nomes como a americana Dollar Shave Club também vinha prejudicando a divisão. A P&G anunciou uma baixa contábil de US$ 8 bilhões relativa à Gillette em meados de 2019.

Embora o desempenho das vendas da unidade no segundo trimestre fiscal tenha sido inferior ao de outras divisões da P&G, o crescimento de 4% nas vendas na comparação anual ficou bem acima do verificado no primeiro trimestre, de 1%. O lucro líquido total no trimestre subiu 16%, para US$ 3,74 bilhões, enquanto a receita somou US$ 18,24 bilhões, alta de 5%.

Ontem, a empresa elevou suas previsões financeiras para este ano, depois de as vendas trimestrais de suas cinco principais divisões terem aumentado. A divisão de beleza liderou, com crescimento de 8% nas vendas. [Em comunicado, David Taylor, presidente da P&G, disse que os “fortes resultados no primeiro semestre nos permitem aumentar ainda mais nossas perspectivas para o ano fiscal completo em cada uma dessas métricas e aumentar nosso compromisso de retorno aos acionistas”]

Os resultados colocam em evidência a recuperação da P&G que, assim como os demais nomes na indústria de bens de consumo, tem precisado lidar com mudanças nos hábitos de consumo e no mercado publicitário e com o aumento da concorrência.

A Procter & Gamble, com sede em Ohio, nos EUA, empenhou-se em tornar-se mais dinâmica para enfrentar esses problemas. Lançou produtos mais inovadores, passou a vender produtos mais caros e direcionou o foco a um número menor de marcas de maior sucesso.

O diretor de finanças da companhia, Jon Moeller, disse a repórteres ontem que não houve grande alívio na pressão sobre a unidade de produtos de barbear – os homens continuam sem se barbear com tanta frequência – e que houve melhora nos resultados porque mais consumidores optaram pelo autocuidado.

“É um ambiente muito competitivo”, disse sobre o segmento. Acrescentou, porém, que a Procter & Gamble está se adaptando e que a barba também precisa de produtos para ser cuidada.

A Procter & Gamble agora projeta aumento entre 4% e 5% nas vendas anuais.

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 24.01.2020

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