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Vantagens da Nanotecnologia na Cosmetologia

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Nano (do grego: “anão”) é um prefixo utilizado nas ciências para referir-se a uma parte em um bilhão. A nanotecnologia se estende ao domínio de partículas e interfaces com dimensões desta ordem, que são denominadas “nanopartículas”. Uma partícula é nano se o seu diâmetro estiver entre 1 e 100 nanômetros – 1 nanômetro equivale a 1 bilionésimo de metro.

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Existem diversos métodos de obtenção de diferentes nanopartículas lipídicas.

A maioria deles inclui a hidratação de um filme lipídico, onde os mesmos são dissolvidos em solvente orgânico, após isso, ocorre a evaporação do solvente com formação de filme lipídico. A hidratação deste último pode ser efetuada com solução tampão ou água, sob agitação magnética vigorosa, gerando a formação de lipossomas multilamelares.

O ingrediente ativo a ser encapsulado pode ser dissolvido em uma mistura lipídica (lipofílicos) ou incorporado na solução tampão (hidrofílicos).

Além de processos mecânicos, como extrusão através de membranas de policarbonato com diferentes porosidades, processos químicos, como injeção de etanol ou éter, entre outros.

As nanopartículas podem ser de vários tipos: (a) nanopartícula inorgânica, (b) nanopartículas poliméricas, (c) nanopartículas lipídicas sólidas, (d) nanossomas, (e) nanocristais ou pontos quânticos, (f) nanotubos de carbono e (g) dendrímeros.

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Os nanossomas são os sistemas vesiculares mais comuns, que encapsulam os ingredientes ativos e os separa fisicamente dos demais componentes de uma fórmula. Eles são derivados de fosfolipídios, que possuem uma parte de sua estrutura apolar e outra polar. Quando os fosfolipídios são colocados numa solução com concentração apropriada, as partes hidrofílicas e hidrofóbicas se alinham umas nas outras formando uma cápsula, que pode conter diferentes ingredientes ativos.

Bem diferente dos tensoativos, que formam micelas em sistemas aquosos, os fosfolipídeos formam camadas, nas quais as partes hidrofóbicas vão para o lado interno e os fosfatos hidrofílicos para o lado externo, o que acaba formando uma superfície plana em camadas, ou no caso, em nanossomas.

Além disso, sua composição é similar à estrutura da membrana celular, o que faz com que estas partículas se agreguem naturalmente a superfície da pele, e sejam naturalmente, absorvidas, conforme representado na figura abaixo.

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Esquema de um nanossoma em contato com a superfície da pele. Após o contato do nanossoma com a pele (a), o princípio ativo é liberado (b), e a nanopartícula se funde com a pele (c).

Quando nanoencapsulado, a liberação dos ativos é lenta e contínua, o que permite maior tempo de ação do ativo e aumenta sua biodisponibilidade, reduzindo possíveis irritações cutâneas. A encapsulação do ativo possibilita também a diminuição da absorção sistêmica, reduzindo efeitos colaterais. Além disso, formam um filme sobre a pele, impedindo a perda excessiva de água, melhorando a hidratação. Devido ao seu reduzido tamanho de partícula, as nanossomas conseguem penetrar profundamente entre as estruturas dos fios do cabelo. Dessa forma, permite que os ativos sejam depositados intimamente nos fios.

Além disso, a nanoencapsulação protege o ativo da luz, do ar e de outros componentes da formulação que possam desestabilizá-lo ou provocar reações e no caso de ativos lipofílicos ajuda na sua solubilização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BARIL, M. B1; FRANCO, G.; VIANA, R.; ZANIN, S. M Nanotecnologia aplicada aos cosméticos. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/academica/article/viewFile/30018/19403>. Acesso em: 20 fevereiro 2015.

DUTRA, Fábio Neri. O tratamento jurídico dos riscos produzidos por cosméticos baseados em materiais nanoestruturados. Disponível em: <http://lqes.iqm.unicamp.br/images/vivencia_lqes_monografias_dutra_tratamento_juridico.pdf>. Acesso em: 20 fevereiro 2015.

FARAJI, A. H., WIPF, P. Nanoparticles in cellular drug delivery. Bioorgan. Med. Chem. v. 17, p. 2950-2962, 2009. INSTITUTO DE TECNOLOGIA E ESTUDOS DE HIGIENE PESSOAL PERFUMARIA E COSMÉTICOS (Brasil).

LEONARDI, Gislaine Ricci. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Medfarma, 2004. 324 p.

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