O conceito de envelhecer com saúde atravessa uma mudança de paradigma, impulsionado por um perfil de consumidor que prioriza a “onça de prevenção” antes que a correção seja necessária.
De acordo com o novo relatório da YouGov, 35% dos americanos já se identificam como “preventores” do envelhecimento, um grupo altamente engajado que lidera os investimentos no setor. Enquanto o interesse por procedimentos invasivos em consultório permanece estável, os rituais diários de skincare consolidam-se como a principal porta de entrada para a categoria, com 32% dos consumidores demonstrando intenção de compra para produtos tradicionais antienvelhecimento.
O mercado global revela disparidades culturais profundas: enquanto 77% dos consumidores na Indonésia consideram a prevenção uma prioridade máxima, nos Estados Unidos esse índice é de 35%. No entanto, o gasto per capita entre os entusiastas da prevenção é significativamente superior, com 19% desse grupo investindo US$ 50 ou mais mensalmente em produtos e suplementos. Além das fórmulas tópicas, dispositivos de tecnologia avançada, como máscaras de LED, ganham espaço (19% de interesse), superando a adoção de tratamentos como o Botox, que, apesar de ter 62% de conscientização, é utilizado por apenas 3% da população americana.
A inteligência artificial surge como o próximo grande motor de crescimento para os “preventores”, que se mostram os mais abertos a análises faciais e recomendações personalizadas via algoritmos. De acordo com informações do artigo “Uma onça de prevenção é uma libra de cura para os entusiastas da beleza”, escrito por Lianna Albrizio, o sucesso das marcas dependerá da capacidade de oferecer prova social e credibilidade científica. Para este público, o envelhecimento é visto de forma holística: exercícios regulares (63%), alimentação saudável (61%) e o controle do sono e estresse (58%) são considerados tão vitais quanto a rotina de cuidados com a pele para a manutenção da aparência e da saúde mental.