A Sephora firmou um acordo com a Procuradoria-Geral de Connecticut para adotar novas salvaguardas na promoção e comercialização de produtos antienvelhecimento voltados ao público infantil.
A medida responde a uma investigação oficial liderada pelo procurador William Tong sobre os riscos de ingredientes como retinol e ácidos fortes na pele de pré-adolescentes, impulsionados por campanhas de influenciadores em redes sociais. A varejista de beleza cooperou com o órgão regulador e se comprometeu a aplicar uma série de termos executáveis para garantir a segurança dos consumidores jovens e a transparência nas plataformas digitais e físicas do mercado norte-americano.
As novas diretrizes estabelecem que todas as marcas parceiras forneçam avisos claros sobre a adequação ou restrição de seus produtos de skincare para menores de 13 anos. Essas informações deverão ser exibidas de forma evidente em todas as páginas de venda do e-commerce da Sephora, que também manterá um canal de consulta centralizado sobre segurança dermatológica infantil em seu site. Além disso, a companhia implementará um programa de treinamento obrigatório para os funcionários das lojas físicas, capacitando as equipes a identificar formulações inadequadas para a pele jovem e a orientar os responsáveis no momento da compra.
A iniciativa recebeu o apoio de especialistas de saúde, como a divisão de atenção primária do hospital Connecticut Children’s, que reforça o risco de irritações e danos de longo prazo causados pelo uso precoce de ativos clínicos de alta performance. O acordo cria um precedente regulatório importante para a indústria cosmética global, estabelecendo um padrão técnico rígido sobre a responsabilidade de grandes redes varejistas na curadoria e na comunicação de riscos associados a rotinas complexas de cuidados com a pele em canais de massa.