O setor de beleza vive uma transformação estrutural em que o consumidor prioriza o equilíbrio entre alta performance, práticas éticas e a transparência na origem dos ingredientes.
O mercado global de cosméticos está em um ciclo de mudança estrutural, com o setor de cuidados pessoais projetado para ultrapassar US$ 800 bilhões até 2030. Nesse contexto, os cosméticos veganos se consolidam como uma tendência chave. Segundo a Fortune Business Insights, o setor, avaliado em US$ 19,21 bilhões, deve alcançar US$ 32,56 bilhões até 2032, com uma taxa anual média de crescimento de 6,85%.
A expansão reflete uma mudança na mentalidade do consumidor, que exige que o desempenho dos produtos esteja alinhado a práticas éticas e ambientais. Para a farmacêutica e bioquímica Vanessa Vilela, CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais, este é um imperativo de mercado: “O consumidor quer resultados, mas também deseja entender a origem e o propósito por trás das fórmulas. O equilíbrio entre desempenho e consciência está redefinindo o setor”.
Kapeh: Inovação e Sustentabilidade de Base Vegetal
A marca brasileira Kapeh, sediada em Minas Gerais, figura entre as empresas que aliam inovação tecnológica e responsabilidade socioambiental. A Kapeh é pioneira no desenvolvimento de cosméticos derivados do grão verde do café, utilizando o ingrediente como ativo natural de alta performance, rico em potencial antioxidante e regenerador. Seu modelo produtivo integra pesquisa científica, valorização da biodiversidade e parceria com comunidades produtoras.
O compromisso sustentável da empresa se estende à gestão, com o uso de cafés certificados e rastreáveis, e a adoção de embalagens recicláveis ou produzidas com materiais reaproveitados. O Programa de Reciclagem Kapeh incentiva o retorno e a destinação correta dos frascos. Fundada em 2007, a marca opera em um modelo inovador de loja 2 em 1 — reunindo cafeteria de cafés especiais e loja de cosméticos veganos — e projeta alcançar 100 unidades até 2026.