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Cosmetic Innovation - Know More. Create More.RadarCosméticos veganos: entenda como funcionam os critérios de certificação

Cosméticos veganos: entenda como funcionam os critérios de certificação

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Neste artigo vamos falar sobre como funciona os critérios de certificação dos cosméticos veganos, mas antes entenda o que são produtos veganos e cruelty-free.

No primeiro caso, o cosmético não utiliza nenhum ativo de origem animal, como mel, cera de abelha, colágeno, entre outros. No segundo caso, o produto não foi testado em animais. Além disso, ser cruelty-free não pode ser de origem animal, pois estes ingredientes, de alguma forma, cometem crueldade ao animal. Por isso, estas nomenclaturas são apenas alternativas de selos e o rigor irá depender da certificadora. Basicamente, ambos devem respeitar e proteger os animais, seja no teste ou na obtenção.

Convém mencionar que, embora isso seja verdadeiro, algumas associações, como a Vegan Awareness Foundation e a PETA, colocam selo de “vegano” apenas nos produtos que também sejam cruelty-free. Esses selos contêm a letra “V”, o desenho de um coelho, ou a inscrição “cruelty-free” na embalagem.

Também vale a pena mencionar que os cosméticos veganos fazem parte dos “cosméticos verdes”, os quais são desenvolvidos segundo princípios ecológicos. Nesse grupo, também entram os cosméticos orgânicos e os naturais.

A seguir, entenda tudo sobre os testes em cosméticos veganos e como deve ser o critério de certificação

Como funciona o teste e o critério de certificação dos cosméticos veganos?

Os testes em animais estão proibidos desde 2003 nos EUA. No mesmo ano, foi fundada a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) que, dez anos depois, em 2013, criou o Selo Vegano.

Antes de conceder o selo, a sociedade analisa e certifica produtos segundo os critérios:

• produtos sem ingredientes de origem animal;

• ausência de testes em produtos com ingredientes em animais;

• o produto finalizado não é testado em animais.

Os dois últimos itens estão alinhados com o Regulamento Europeu para Cosméticos (EU Cosmetic Regulation, de EC 1223/2009), que trata da proibição completa dos experimentos em animais de qualquer tipo, com relação aos cosméticos e seus ingredientes. Algumas sociedades ainda verificam se o cosmético segue diversas exigências relacionadas:

• ao processo de produção;

• à origem das matérias-primas;

• à sustentabilidade da cadeia produtiva.

Já as duas associações citadas inicialmente conferem texto de acordo com normas próprias, assim definidas.

Vegan Awareness Foundation

Para receberem o Logo Certified Vegan, é preciso atender a alguns requisitos:

• os produtos não podem conter matéria-prima de carne, aves, peixe, ovos, laticínios, mel, própolis, geleia real, entre outros, nem subprodutos de animais, tais como corantes de insetos, seda etc.

• os ingredientes ou produtos acabados vindos de fornecedores, fabricantes ou parte independente não devem ser testados em animais;

• promover a confirmação do fornecedor de que não foram utilizados na fabricação das matérias-primas produtos de origem animal;

• na fabricação de ingredientes ou produtos acabados, não pode conter OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) oriundos de animais, nem a utilização de genes.

PETA

A PETA — Pessoas para o Tratamento Ético de Animais — volta sua atenção, principalmente, para quatro áreas com maior número de sofrimento animal: laboratórios em geral, indústria de alimentos, indústria do entretenimento e comércio de roupas (sem uso de pele de animais e de couro, por exemplo). Além disso, atua em muitas outras questões, como a crueldade do assassinato de roedores, pássaros, entre outros animais, bem como dos maus tratos de animais que foram domesticados.

Testes de cosméticos veganos

Mas, se os produtos não são testados em animais, como saberemos se são seguros para uso humano?

Onde os testes são realizados?

Diversas empresas realizam testes de cosméticos veganos em pele humana desenvolvida em laboratório — tendo a aparência de círculos de gelatina transparente. A pele coletada pode ser separada por idade, sexo e raça do doador para a realização de testes confiáveis em função do mercado visado.

Qual a matéria-prima para criar uma pele humana em laboratório?

A matéria-prima para criar a pele humana vem, principalmente, de células chamadas queratinócitos, cultivados e inoculados. As células se multiplicam até a formação de uma camada espessa a ser mergulhada em um líquido nutritivo que simula o sangue humano. O cultivo resulta em uma pele humana apta a testar produtos de beleza veganos e cruelty-free.

Como devem ser os processos de extração de matéria-prima?

São permitidos os processos que utilizam pressão, destilação a frio, vapor ou água, concentração por métodos físicos ou mecânicos e percolação. Já os solventes extratores são glicerina e álcool, se obtidos de maneira orgânica. Processos que utilizam nitrogênio e CO2 também são viáveis.

Esses processos visam obter as matérias-primas de cosméticos:

• minerais e polímeros naturais (xantano, alginatos e amidos); 

• extratos vegetais (glicólico, tinturas e extratos secos);

• corantes naturais;

• óleos essenciais;

• óleos vegetais.

Outro requisito dos cosméticos veganos

Além de não conterem produtos de origem animal e da inexistência de crueldade com os animais, os cosméticos veganos têm outro requisito:

Contribuir para a sustentabilidade

Os cosméticos veganos, em geral, são fabricados com matérias-primas sintéticas. Essa particularidade diminui a produção de lixo durante a fabricação.

Existem cosméticos veganos que não são ecologicamente corretos?

Infelizmente sim, e no exterior e no Brasil existe até termo para isso: greenwashing. Um exemplo é um produtor substituir cera de abelha de um cosmético pela vaselina ou parafina — ambas derivam do petróleo e não são biodegradáveis, mas são veganas.

Como você pode notar, há muito o que se observar quando for produzir um cosmético vegano, pois esse tipo de produto envolve várias questões ao pensar nos motivos que levam o consumidor final a ser vegano, como a busca pelo fim da crueldade com os animais, o desejo de ver a diminuição do aquecimento global (mais atrelado à indústria alimentícia), a ânsia de ser mais saudável, entre outros.

De qualquer maneira, a produção dos produtos veganos só tende a aumentar, na mesma proporção que a busca pelo uso dos cosméticos isentos de insumos animais.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Talk Science 01.04.2020

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