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Cosmetic Innovation - Know More. Create More.Ciência e Tecnologia RadarCosméticos fermentados: conheça os benefícios e como produtos agem na pele

Cosméticos fermentados: conheça os benefícios e como produtos agem na pele

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A crescente presença de cosméticos fermentados, sejam eles feitos inteiramente ou com algum ativo obtido do processo bioquímico, no mercado internacional não é apenas um impulso vindo da K-beauty e da J-beauty, como apontou a agência WGSN, autoridade global em previsão de tendências de consumo, em relatório sobre o que estaria em voga em 2022.

Mostra, também, uma vontade dos aficionados do skincare de buscar alternativas mais sustentáveis, que reduzem o impacto ambiental, especialmente pela diminuição do uso de insumos para produção do ativo cosmético.

“Quando utilizamos ativos provenientes de fermentação vegetal, utilizando a biotecnologia, conseguimos ter um processo com reprodutibilidade perfeita e com alto rendimento; além da diminuição da utilização de insumos para produção do ativo cosmético”, explica Carine Dal Pizzol, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Sallve, sobre os ativos ou cosméticos provenientes de fontes vegetais que foram produzidos por um processo de fermentação.

Fermentação na cosmética 

O processo de fermentação já é um velho conhecido, uma vez que consumimos produtos fermentados como vinho, pães e queijos. A “magia” acontece a partir da fermentação de ingredientes como frutas, plantas, ervas e fermentos. “Estes substratos são fermentados, utilizando bactérias, enzimas ou fungos, sendo quebrados em partes menores, transformando-os em componentes cuja ação é, muitas vezes, potencializada por esse processo. A fermentação pode também produzir aminoácidos e antioxidantes adicionais, benéficos para a pele. Os ativos podem ter propriedades hidratantes, calmantes e até antioxidantes”, ensina a médica Calu Franco, especialista em dermatologia e tratamentos estéticos.

Os alfa-hidroxiácidos, cujo processo de obtenção é por meio da fermentação, são bastante conhecidos por seu alto poder de renovação da pele. Os ácidos glicólico, mandélico e láctico, por exemplo, são obtidos do açúcar, das amêndoas e do leite, respectivamente.

O ativo X o produto final 

Carine Dal Pizzol, da Sallve, comenta que o ativo cosmético é produzido a partir de uma fermentação. Assim, retira-se dessa fermentação a molécula ativa de interesse. Para que a fermentação ocorra, é preciso um substrato vegetal e microrganismos que resultarão em um terceiro produto. “O ativo cosmético ou as moléculas são, então, extraídos de acordo com o que é mais interessante para determinada formulação. Um produto fermentado, por exemplo, entende-se que temos todos os ingredientes produzidos a partir da fermentação e junto temos o substrato e o microrganismo, como em uma bebida como Kombucha”, explica.

Os benefícios

Um dos principais benefícios dos cosméticos fermentados é o de potencializar a ação do produto pela maior facilidade de penetração do ativo e auxílio na manutenção do microbioma saudável da pele, cuja composição se dá por um conjunto de microrganismos “moradores” da nossa pele, com função essencial e protetora. “O uso dos produtos fermentados isolados não é suficiente, no entanto, para manter a pele com o microbioma saudável. Hábitos como uso de sabonetes pouco agressivos e evitar o uso de água muito quente, associados a alimentação adequada são importantes também”, reforça Calu, que cita a hidratação, o efeito calmante e antioxidantes como três dos produtos e ativos fermentados.

De um insumo, vários ativos

Além dos benefícios citados acima, há o fato de que os substratos vegetais, como frutas e cereais, juntamente com microrganismos selecionados, podem produzir diferentes tipos de ativos cosméticos. “Tudo vai depender do processo biotecnológico que utilizamos para produzi-lo”, afirma Carine. Um exemplo é a goma de polissacarídeo, que é produzida através de um processo biotecnológico com cereais, utilizando bactéria. Após esse processo, extrai-se esse fermentado vegetal que apresenta propriedades interessantes para a indústria cosmética, como boa capacidade de formação de filme e retenção de moléculas de água, ou seja alto poder hidratante. “Estudos científicos comprovaram que esse polissacarídeo aumenta a capacidade de ativação da enzima Sirtuína-1, conhecida como Proteína da Longevidade”, indica a pesquisadora.

Fale com um especialista 

Mesmo com o crescimento dos produtos no mercado, é preciso cautela. Calu faz questão de pontuar a passagem por um especialista, para que ele faça uma análise e sinalize o que for mais eficaz. “A indicação sempre deve partir de um dermatologista, que vai analisar as características da sua pele e auxiliar na escolha. Apesar de no Brasil ainda não termos muitas opções de produtos fermentados, aos poucos esse conceito tem ganhado força com grandes marcas de cosméticos passando a investir nestes produtos, incluindo pesquisas para descobrir novos compostos”, diz a médica.

 

 

 

 

Fonte: Uol 28.04.2022

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