Um novo estudo destaca que mais de 70% dos brasileiros têm pele oleosa ou mista, sinalizando a necessidade de produtos matificantes e campanhas de educação para combater o baixo uso de FPS.
A Kenvue, uma das líderes em saúde e beleza da pele, apresentou os resultados de um novo estudo sobre os hábitos de proteção solar no Brasil, com descobertas de grande relevância para a indústria. A pesquisa, realizada com 2.610 participantes em cinco regiões do país, confirmou a necessidade de desenvolver produtos mais leves e de implementar uma educação personalizada sobre cuidados com o sol para uma nação tropical e altamente diversificada.
Adam Ricciardone, chefe global de P&D de saúde e beleza da pele da Kenvue, enfatizou o papel do estudo no avanço da saúde da pele globalmente e no combate ao câncer de pele. Os resultados, apresentados na Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), evidenciam que o Brasil, com sua diversidade climática e demográfica, é um mercado estratégico para o crescimento em cuidados pessoais.
Pele Oleosa e Acne Dominam o Perfil Brasileiro
O estudo ressaltou que a pele oleosa e propensa à acne é a mais comum entre os participantes brasileiros. De acordo com os dados, 70,7% dos entrevistados relataram ter pele oleosa (35,4%) ou mista (35,3%), e 54% afirmaram sofrer com acne. Tais números validam as observações dos dermatologistas e fornecem dados concretos para guiar o desenvolvimento de produtos e as mensagens de saúde pública da indústria.
Apesar da alta exposição aos raios UV, o uso regular de protetor solar entre os participantes é surpreendentemente baixo. Os entrevistados citaram que a principal razão para a não adesão é a sensação pegajosa ou excessivamente oleosa dos protetores disponíveis. Há também um conhecimento limitado sobre a importância do uso diário.
Oportunidade de Mercado em Fórmulas Matificantes
O estudo detectou uma clara oportunidade para a fusão de cuidados com o sol e maquiagem no Brasil, onde o uso de make é alto. Os participantes indicaram uma forte preferência por protetores solares orgânicos e, principalmente, por formatos mais leves e matificantes, que sejam adaptados aos tipos de pele oleosa.
A Kenvue conclui que a indústria deve se concentrar em soluções mais inclusivas. Os formuladores precisam considerar a pele oleosa e acneica no desenvolvimento, garantindo que o protetor solar não seja uma barreira para o conforto do consumidor. O Brasil, com sua mistura demográfica e clima único, serve como um laboratório valioso para a Kenvue, fornecendo insights que podem informar as tendências globais de cuidados com a pele em ambientes úmidos e multiétnicos.