O setor de beleza vive uma transformação marcada pelo brilho. Embalagens com strass, glitter e cristais, antes vistas como extravagância, tornaram-se protagonistas de uma estética que especialistas já chamam de “era do sparkle”.
Segundo o Beauty Book 2026 da Circana, o mercado global de beleza está sendo impulsionado por tendências de autoexpressão e nostalgia dos anos 2000. O relatório mostra que consumidores estão migrando do minimalismo para maquiagens maximalistas, com pele luminosa, partículas cintilantes e acabamentos brilhantes. No Brasil, o segmento premium cresceu 10% no primeiro trimestre de 2026, puxado por fragrâncias e maquiagens que incorporam esse estilo, consolidando o país como mercado estratégico para marcas internacionais.
Marcas como Sol de Janeiro, Gisou e Fenty Beauty já lançaram edições limitadas com pedrarias e brilho intenso, reforçando o apelo visual e emocional. A estética “sparkle” conecta moda e beleza, trazendo de volta o glamour dos anos 2000 e transformando produtos em objetos de desejo instagramáveis.
Esse fenômeno também se manifesta nas redes sociais, onde campanhas recentes mostram marcas aderindo à tendência com embalagens personalizadas e maquiagens brilhantes que se tornam virais. O engajamento digital reforça o caráter aspiracional da estética, transformando o “sparkle” em símbolo de identidade e expressão pessoal.
O “sparkle” é uma tendência estética, mas também uma estratégia de mercado. Ao investir em brilho e personalização, as marcas não apenas criam impacto visual, mas fortalecem o vínculo emocional com os consumidores, ampliam a percepção de valor e aumentam a relevância de seus produtos em ambientes digitais. O Brasil, com crescimento acima da média global, está no centro dessa revolução estética e comercial.



