Fabricante de produtos de beleza registrou receita de US$ 2,94 bilhões e lucro líquido de US$ 2,7 milhões no último exercício
A Wella Company deu um novo passo em sua estratégia financeira ao protocolar um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A companhia, que reúne marcas de destaque nos segmentos de cuidados capilares, coloração, unhas e aparelhos de beleza, pretende negociar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o código WELA.
O movimento ocorre em um período de expansão das receitas e retorno à lucratividade. No exercício encerrado em 30 de junho de 2026, a Wella registrou receita de US$ 2,94 bilhões, frente aos US$ 2,69 bilhões contabilizados no período anterior. A empresa também apresentou lucro líquido de US$ 2,7 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 44,6 milhões registrado um ano antes, segundo os documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC).
O desempenho financeiro acompanha a atuação da companhia em diferentes categorias do mercado global de beleza. Além da marca Wella, o portfólio inclui nomes como Clairol e OPI, com presença em coloração, hair care e cuidados para unhas. A empresa também atua com equipamentos e acessórios, incluindo secadores, modeladores e escovas térmicas.
A trajetória da Wella remonta a 1880, quando Franz Ströher iniciou na Alemanha uma operação voltada à fabricação de materiais utilizados na produção de perucas. A marca Wella surgiu em 1924 e, ao longo das décadas seguintes, ampliou sua atuação para permanentes, clareamento, coloração e cuidados capilares, consolidando sua presença no mercado profissional e de consumo.
A atual configuração societária começou a tomar forma em 2020, quando a KKR adquiriu da Coty uma participação majoritária na Wella. Em 2025, a Coty anunciou a venda da fatia restante para veículos de investimento administrados pela KKR por US$ 750 milhões, em uma operação que também prevê participação da Coty em eventuais receitas provenientes de uma venda futura ou do IPO, sujeita às condições estabelecidas no acordo.
Com a abertura de capital, a Wella pretende destinar recursos, entre outras finalidades, à redução de seu endividamento e ao pagamento de obrigações tributárias relacionadas a uma reestruturação corporativa.
A operação será conduzida por instituições financeiras como Goldman Sachs, Bank of America e JPMorgan Chase, além da KKR. O número de ações que serão ofertadas e a faixa de preço da operação ainda não foram definidos.
Para a indústria de beleza, a movimentação coloca uma das principais companhias globais de hair care e coloração diante de uma nova etapa de sua estrutura de capital. O IPO também poderá ampliar a exposição da Wella ao mercado financeiro em um momento em que crescimento, rentabilidade, inovação e força das marcas ganham peso na avaliação de empresas do setor.


