O mais recente Sustainable Cosmetics Summit revelou descobertas chave sobre questões de sustentabilidade discutidas atualmente na Europa.
O summit realizou a sua edição europeia em Paris, de 24 a 26 de Outubro, e as principais questões abordadas incluíram o impacto de determinados produtos químicos no ambiente, em especial aqueles frequentemente utilizados nos protetores solares e também os microplásticos.
Olhando para o futuro, a cúpula propôs que a indústria precisará construir suas próprias credenciais éticas, com a proibição dos testes com animais e das esferas de polietileno (microbeads), observados em países de todo o mundo.
Protetores solares e alternativas em plásticos
Apesar do óleo de palma e dos microplásticos, com frequência, chamarem a atenção para as preocupações de sustentabilidade que eles representam, a edição europeia do summit considerou outros produtos químicos que também estão apresentando um impacto prejudicial ao meio.
Allard Marx, fundador e CEO da Aethic, pediu mais critério para o uso de produtos químicos em protetores solares, que estão destruindo recifes de corais em muitas partes do mundo; Andrew Thompson, da Ronald Britton, declarou que pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vazam para os oceanos a cada ano, perturbando os ecossistemas marinhos.
Abrindo o caso para possíveis alternativas, a Ronald Britton observou que desenvolveu um glitter de base biológica como uma alternativa ao glitter convencional, e que a J. Rettenmaier & Soehne também fez algo similar, desenvolvendo seus esfoliantes verdes à base de celulose.
Clarins em antipoluição
Com a poluição do ar ligada ao aumento da sensibilidade da pele e da pigmentação, o aumento do uso de produtos de skincare com apelo anti-poluição foi coberto em ambas as edições do evento.
Alain Khaiat, da Seers Consulting, forneceu detalhes de ingredientes naturais com características antipoluição, enquanto a Clarins, muitas vezes escolhida como líder na área de cuidados com a pele em anti-poluição, afirmou ter examinado o impacto dos principais poluentes em ambientes externos e internos, a fim de desenvolver a sua linha de cosméticos anti-poluição para os cuidados da pele.
Ambos os palestrantes acreditam que o apelo anti-poluição se tornará ainda mais central, à medida que mais consumidores tornarem-se conscientes dos efeitos dos poluentes do ar sobre a saúde da pele.
O que está por vir?
As discussões encerraram-se com questões sobre o desenvolvimento sustentável a longo prazo. Os organizadores escolheram as seguintes três como as principais preocupações:
– Com a maioria dos operadores se concentrando em pegadas ambientais, a indústria de cosméticos deve fazer mais para lidar com seus impactos sociais?
– À luz do recente aumento da política populista, especialmente nos EUA e no Reino Unido, parcelas significativas da população parecem estar desiludidas com o estado atual dos negócios globais. O que a indústria de cosméticos pode fazer para causar uma diferença social?
– A indústria tem assumido a liderança na proibição de testes com animais e grânulos de polietileno em muitas partes do mundo, no entanto, pode agora começar a criar impactos sociais positivos?
Os organizadores do evento observam que essas discussões continuarão na próxima edição desta cúpula executiva: Nova York, 4-5 de maio de 2017.



