Nova operação B2B conecta cadeias produtivas amazônicas às indústrias globais de cosméticos, alimentos e farmacêutica
A Natura anunciou a criação da Natura Ingredientes, startup voltada à comercialização de bioingredientes da Amazônia para os setores de cosméticos, alimentos e farmacêutico. A iniciativa representa um novo passo na estratégia da companhia de expandir a bioeconomia amazônica, colocando à disposição do mercado uma cadeia de fornecimento desenvolvida ao longo de 25 anos com base em rastreabilidade, manejo sustentável e parcerias com comunidades locais.
Operando no modelo B2B, a nova empresa inicia suas atividades com um portfólio formado por mais de 20 espécies da sociobiodiversidade brasileira, entre elas andiroba, murumuru, tucumã, castanha-do-pará e priprioca. A startup já iniciou operações piloto e firmou contratos de fornecimento para 2026 com empresas como LUSH e Mahta.
A iniciativa busca ampliar o acesso da indústria aos bioativos amazônicos, fortalecendo cadeias produtivas que conciliam conservação ambiental, geração de renda e valorização dos recursos florestais. Para o setor agro, o projeto representa uma oportunidade de impulsionar mercados ligados ao extrativismo sustentável e ao fornecimento de matérias-primas de origem vegetal.
Segundo José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura, a nova operação amplia o alcance das cadeias sustentáveis estruturadas pela companhia e contribui para acelerar o desenvolvimento da sociobioeconomia na Amazônia.
“A Natura Ingredientes representa não só uma inovação, mas uma aceleradora da resiliência e do impacto social e ambiental que já geramos hoje. Fortalecemos nossas cadeias sustentáveis ao mesmo tempo em que facilitamos o acesso de empresas que querem estabelecer sua produção na Amazônia”, afirma.
Os resultados já refletem a relevância dessas cadeias para a operação da empresa. Em 2025, 13,1% das matérias-primas utilizadas pela Natura tiveram origem na Amazônia, envolvendo 43 comunidades, cerca de 11 mil famílias e contribuindo para a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta.
Como parte da estratégia de longo prazo, a companhia pretende quadruplicar a aquisição de insumos amazônicos até 2030, ampliando a demanda por espécies da sociobiodiversidade e fortalecendo um modelo produtivo baseado em conservação, rastreabilidade e desenvolvimento econômico das comunidades fornecedoras.



