Após sete anos de pesquisa em parceria com a Fiocruz, estudo publicado na revista Communications Biology, do grupo Nature, estabelece um novo marco para a ciência cosmética ao criar uma metodologia inédita para medir a idade biológica da pele e comprovar os efeitos do bioéster de quinoa, ativo exclusivo desenvolvido e patenteado pelo Grupo Boticário
O Grupo Boticário, por meio do Centro de Pesquisa da Mulher, polo dedicada à produção de conhecimento científico sobre a saúde e o bem-estar femininos, desenvolveu uma pesquisa inédita que revelou que o bioéster de quinoa é capaz de promover um perfil biológico compatível com uma pele de até 16 anos mais jovem, especialmente em mulheres acima dos 50 anos. O estudo também representa um marco para a ciência da pele ao criar uma metodologia inédita para medir, com precisão, o impacto de ativos cosméticos sobre o envelhecimento cutâneo.
Realizada em parceria com a Fiocruz, por meio do Laboratório de Proteômica Estrutural e Computacional do Instituto Carlos Chagas, a pesquisa desenvolveu uma espécie de “régua molecular” do envelhecimento da pele, capaz de identificar e comparar estruturas biológicas em diferentes fases da vida. A partir da análise de milhares de proteínas presentes na pele com o uso de inteligência artificial, foi possível mapear as assinaturas moleculares características de cada faixa etária e, pela primeira vez, mensurar com precisão os efeitos de um ativo cosmético sobre esse processo.
“Estamos diante de uma evolução importante na forma como a ciência cosmética avalia a eficácia dos produtos. Tradicionalmente, os estudos observam aspectos clínicos e visuais da pele. Com essa metodologia, conseguimos analisar o que acontece em nível molecular e compreender como determinados ativos interagem com processos biológicos associados ao envelhecimento”, afirma Desirée Schuck, Gerente Sênior de Performance de Produto do Grupo Boticário.
Para o Dr. Paulo C. Carvalho, pesquisador do Laboratório de Proteômica Estrutural e Computacional do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), que coordenou o estudo pela Fiocruz, “a espectrometria de massas é o que nos permite enxergar milhares de proteínas da pele ao mesmo tempo, de forma objetiva. É essa capacidade de olhar para o conjunto molecular, e não para um único marcador isolado, que torna possível validar cientificamente o efeito real de um bioativo”, afirma.
Mais do que avaliar a eficácia de um ingrediente cosmético, o estudo inaugura uma nova forma de compreender e mensurar o envelhecimento cutâneo com base em evidências biológicas objetivas. Publicado na Communications Biology, do grupo Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo, a descoberta representa um marco para a pesquisa em skincare. Este resultado reforça o protagonismo e a evolução do Centro de Pesquisa da Mulher na geração de conhecimento científico sobre as particularidades biológicas, hormonais e emocionais que acompanham os diferentes ciclos da vida da mulher, e embasar o desenvolvimento de produtos cosméticos que ofereçam benefícios reais e estejam alinhados a cada um desses momentos.
No centro desta descoberta está o bioéster de quinoa, ativo cosmético desenvolvido e patenteado exclusivamente pelo Grupo Boticário. Derivado da maceração e destilação da quinoa dourada, o ingrediente é reconhecido por estimular a produção natural de colágeno em até 77% e apresentar elevada ação antioxidante. A análise molecular demonstrou que seu uso em concentração específica promove alterações positivas em proteínas diretamente relacionadas à estrutura, proteção e regeneração da pele.
A história do ativo com o Grupo Boticário nasceu em uma viagem realizada por Miguel Krigsner, fundador e presidente do Conselho do Grupo Boticário, ao Atacama, no Chile, onde conheceu mais profundamente as propriedades da quinoa. A partir desse contato, surgiu o desejo de investigar como os benefícios do grão poderiam ser aplicados à saúde da pele. Após anos de pesquisa e desenvolvimento, a companhia criou um processo exclusivo de purificação da quinoa e desenvolveu uma versão potencializada do óleo, rica em vitamina E e ômegas 3, 6 e 9, com capacidade antioxidante significativamente superior à de outros óleos utilizados na indústria cosmética. Atualmente, o Grupo Boticário detém a patente exclusiva do Bioéster de Quinoa e possui certificação da Mintel que reconhece a companhia como a única marca do mundo a utilizar o ativo para estimular a produção de colágeno na pele.
A dosagem de bioéster de quinoa usada pelo estudo ainda não está presente na linha Nativa SPA Quinoa. A expectativa é que a partir de 2027, o ativo já esteja disponível em produtos das marcas do Grupo Boticário.
A descoberta científica
Para chegar aos resultados, foi realizado um estudo clínico duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 61 mulheres saudáveis entre 20 e 80 anos. Durante 30 dias, as participantes utilizaram o ativo em uma rotina semelhante à aplicação diária de um hidratante. Ao longo do período, amostras superficiais da pele foram coletadas por meio de uma técnica não invasiva semelhante à microdermoabrasão.
As amostras foram analisadas por espectrometria de massas, tecnologia capaz de identificar e quantificar milhares de proteínas presentes nos tecidos biológicos. Com base nesse amplo banco de dados, modelos de Inteligência Artificial construíram um mapa detalhado do envelhecimento da pele, permitindo comparar o comportamento molecular antes e depois do tratamento.
Desirée conta ainda que o desenvolvimento dessa metodologia abre novas possibilidades para a ciência cosmética, “ a descoberta nos permite compreender o envelhecimento da pele a partir de dados biológicos objetivos. Trata-se de uma abordagem que combina biologia molecular, ciência de dados e inteligência artificial para gerar evidências robustas sobre os efeitos dos ingredientes e produtos”, explica a gerente sênior.
“A saúde da pele não se resume ao que se vê na superfície. Esse modelo nos permite enxergar, em nível molecular, o que realmente acontece com a pele, muito além da percepção clínica”, explica Amanda Camillo-Andrade, que desenvolveu este estudo como parte de sua tese de doutorado, em colaboração entre a Fiocruz e o Grupo Boticário.
“Um cuidado importante do estudo foi comparar sempre os dois antebraços da mesma pessoa, um tratado e outro não, em vez de comparar pessoas diferentes entre si. Isso reduz bastante o risco de viés, já que cada participante funciona como seu próprio controle, tornando o resultado mais confiável”, complementa Lucas Sales, que ingressou no projeto como iniciação científica e hoje é mestrando da Fiocruz.
O estudo reforça o compromisso do Grupo Boticário com a pesquisa científica e a inovação aplicada ao desenvolvimento de produtos. Somente nos últimos anos, a companhia ampliou seus investimentos em ciência e tecnologia por meio de iniciativas como o Centro de Pesquisa da Mulher, consolidando uma plataforma de conhecimento dedicada à compreensão das necessidades específicas da pele feminina em diferentes fases da vida.



